Para Goldman, aumento de gasto na saúde foi ‘decisão política’

Governador de São Paulo fez comentário ao se posicionar sobre reportagem publicada nesta segunda pelo ‘Estado’

Julia Duailibi, de O Estado de S.Paulo,

13 Dezembro 2010 | 23h01

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), afirmou nesta segunda-feira, 13, que o crescimento das despesas com saúde no Estado foi uma "decisão política" e que o governo resolveu apressar as obras de hospitais e Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs).

 

"Se a preocupação existe, ela deve ser até positiva", afirmou o governador em evento no Palácio dos Bandeirantes. "A área que mais expandiu no Estado de São Paulo, em termos de gastos, foi a área de saúde. Isso é uma decisão política que foi tomada pelo governo do Estado, desde o Serra, e tomada por mim também", completou.

 

Reportagem do Estado publicada na segunda apontou o crescimento com as despesas correntes na área da saúde (transferências para organizações sociais e compras de materiais, entre outros itens). Ainda segundo a reportagem, essa é uma das principais preocupações da equipe de transição do governador eleito Geraldo Alckmin, o tucano que deu aval para o atual governo enviar um projeto de lei à Assembleia com o propósito de definir uma outra fonte de financiamento para o setor e ajudar a custear o crescimento com as despesas. A proposta prevê a cobrança dos planos de saúde pela internação na rede pública de pessoas filiadas a esses planos.

 

"O que nós fizemos durante este ano foi que, no momento que tivemos uma expansão da arrecadação, destinamos a maior parte dessa expansão ao setor de saúde, ampliando as AMEs, apressando as AMEs, os hospitais que precisavam ser terminados e equipados", disse o governador. Goldman citou ainda o envio de verbas para as Santas Casas e investimentos no Hospital do Câncer, "que a gente está expandindo o máximo possível".

 

A análise do estouro no orçamento da saúde aponta para a aplicação de recursos nas vitrines eleitorais do PSDB, exploradas durante a campanha pelo candidato do partido, o ex-governador José Serra. Tornou-se agora uma das principais causa na troca de fogo amigo entre tucanos paulistas.

 

O governador não comentou a polêmica e elogiou o crescimento dos gastos. "O limite mínimo que os Estados têm que obedecer, da sua receita líquida, é de 12% do orçamento. Neste ano chegamos a 12,2% ou 12,3%", disse Goldman.

 

Segundo o governador, "ao invés de jogar dinheiro em coisas que não seriam prioritárias, nós demos prioridade - é real, é verdade - à área de saúde".

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