Para Genoino, reforma está no limite da negociação

O presidente do PT, José Genoino, disse que a proposta apresentada pelo relator da reforma da Previdência, José Pimentel (PT-CE), está "no limite da negociação". "Vamos convencer a bancada do PT e as bancadas aliadas de que não vai mais haver mudança no texto do relator", disse o presidetne do PT. A mesma expressão foi utilizada ontem pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Genoino adiantou que vai argumentar que o governo cedeu, o Congresso foi ouvido e que os governadores também cederam. Ele rebateu críticas de que o governo teria feito concessões cedo demais nas negociações, afirmando que a estratégia foi correta. Segundo ele, se o governo não cedesse agora, as divergências explodiriam no plenário, e haveria perda de controle.Genoino disse que, na próxima quarta-feira, a executiva do partido se reunirá em Brasília para fechar questão a favor da negociação foi feita em torno da reforma da Previdência que resultou no substitutivo apresentado ontem pelo relator da matéria, deputado José Pimentel (PT-CE). Genoino disse, também, que a bancada do PT na Câmara se reunirá terça-feira com o mesmo objetivo. Ele esclareceu que, uma vez fechada a questão na executiva, os parlamentares petistas terão de votar na proposta, de acordo com a posição partidária. Genoino lembrou que, na reunião do diretório do PT em São Paulo, no fim de semana passado, foi delegada à executiva e às bancadas a definição dos pontos que deveriam ser negociados, nas reformas da Previdência e tributária. Portanto, segundo ele, a executiva tem o poder para isso, não havendo necessidade de nova reunião do diretório para isso. Estancar déficitEm Porto Alegre, o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), quer formar uma opinião favorável à reforma da Previdência na bancada gaúcha, sem, no entanto, pedir fechamento de questão para as teses que defende. Na próxima segunda-feira ele reúne deputados federais e senadores do Estado para discutir o assunto. Ele vai insistir na necessidade de estancar os crescentes déficits previdenciários da União e dos Estados. "Nós temos que mostrar que isso tem que ser revisto", disse, nesta sexta-feira, durante seminário que avaliou as ações do governo estadual, em Porto Alegre. "E a reversão do quadro depende de uma reforma constitucional."

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