Para fiscais, mudança na reforma não suspende greve

A decisão do governo de mudar itens da reforma da Previdência, que foi discutida ontem em reunião entre ministros de Estado, líderes partidários e o presidente do Supremo Tribunal Fedeal (STF), foi interpretada como "um avanço", mas não suficiente para encerrar a greve contra a reforma. A informação é de Mauro Silva, vice-presidente do Unafisco (Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal), uma das categorias mais mobilizadas na greve iniciada na última terça-feira. "Ainda é uma proposta insuficiente e não formalizada. Não seria suficiente para suspender o movimento", disse Silva que participa, em Brasília, do comando da greve. Além de garantir a aposentadoria integral do funcionalismo, os sindicalistas querem manter a paridade (reajuste automático das aposentadorias quando concedido aos funcionários da ativa) e excluir a taxação dos inativos. Sobre a possibilidade de manter a aposentadoria integral em troca de um tempo maior de serviço, Silva disse apenas: "É um avanço". Ao longo do dia de hoje, as 64 unidades da Receita Federal em todo o País realizaram assembléias para decidir a continuidade da greve. Pela manhã, a tendência, segundo ele, era de que fosse repetida, na próxima semana, a mesma paralisação de 72 horas feita nesta semana (entre terça-feira e hoje). Há duas alternativas em discussão: greve por 96 horas ou por tempo indeterminado. Na noite de hoje ou apenas amanhã pela manhã, a decisão será divulgada. Os fiscais discutem com os técnicos da Receita, que pararam por 48 horas, a unificação do movimento na próxima semana.

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