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Para FHC, governo Lula exagera na dose do remédio

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez críticas à condução da política econômica e afirma que "a dose do remédio está exagerada" porque são crescentes os índices de desemprego no País e a economia está sem investimento. As declarações de Fernando Henrique foram dadas em entrevista ao site do PSDB. Na entrevista, em comemoração aos 15 anos que o partido completará no dia 25 de junho, Fernando Henrique critica a política econômica e reafirma o papel de oposição que o PSDB deverá atuar no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Uma oposição, segundo o ex-presidente, que não deve se caracterizar como a que o PT exercitou durante seu mandato na presidência da República. O PSDB, segundo ele, deve ter uma postura oposicionista "sem fazer com o governo do PT o que o PT fez conosco". "O que for a favor do Brasil vamos votar a favor. Mas o PSDB tem de dar uma demonstração de que é capaz de permanecer na oposição", disse. Depois de criticar a política econômica do presidente Lula, o ex-presidente disse que neste ano não haverá recuperação da economia, e se não houver um crescimento na taxa de investimento o mesmo cenário se repetirá em 2004. "Aí serão dois anos de governo", afirma o ex-presidente na entrevista ao site do PSDB. Fernando Henrique contesta a idéia de que o PT está utilizando as teses do PSDB. Ele diz que o movimento do PT é para ganhar credibilidade "desdizendo? o que sempre defenderam. "Nessa de mostrar serviço estão exagerando", afirmou. Ele, porém, fez uma ressalva à conduta do governo Lula. Segundo o ex-presidente, é melhor a política de ganhar credibilidade do que adotar uma política irresponsável. "Mas acho que não ocuparam a nossa posição", avaliou. "O que foi feito de concreto? Ao que eu saiba, nada!". Ele contesta o argumento da "herança maldita" da sua administração que o governo afirma ter recebido, citando os presidentes que o antecederam, como José Sarney e Itamar Franco. "O número de greves nessas duas administrações foi bem maior se comparadas com as que aconteceram nos oito anos de meu governo". "Isso são palavras que as pessoas usam porque querem jogar em alguém a culpa do que não conseguem fazer", disse.

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