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Para FHC, a crise atual é do 'cotidiano'

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou na noite desta segunda-feira que os movimentos que tomaram as ruas do Brasil nos últimos dias são consequência de uma crise da vida "cotidiana" da população, e não apenas de uma crise das instituições do País.

GUILHERME WALTENBERG, Agência Estado

01 de julho de 2013 | 23h20

"O que vemos é a falência dos órgãos públicos há muito tempo. Esses são os problemas que afetam as pessoas, é uma crise das vidas cotidianas, e não das instituições", disse FHC durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Fernando Henrique citou um artigo que produziu em 2011 sobre o que seriam as futuras demandas das "classe emergentes", com foco na qualidade de vida, para explicar parte da crise. "Não é a demanda sindical, do salário, é a de viver melhor. E outro componente, a decência. Há uma indignação em função do processo de corrupção que atingiu vários setores", avaliou.

Indagado sobre suas críticas à proposta da presidente Dilma Rousseff de chamar uma constituinte para realizar a reforma política, sendo que ele mesmo defendeu uma constituinte específica para a reforma política, tributária e judicial em 1998, FHC foi taxativo: "Eu errei". Para o tucano, a reforma política deveria ser discutida no Congresso. Segundo ele, o tema é muito complexo para ser discutido apresentado em plebiscito, e citou o voto distrital como exemplo. "Diz que quer (voto distrital), daí qual vai ser?", ressaltando os diferentes modelos, como o puro, misto, no modelo alemão, francês, etc. Para o ex-presidente, a razão de o governo querer o plebiscito é por não sentir ter legitimidade. "Então vai buscar o povo. Teremos daqui para frente momentos difíceis", avaliou.

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