Para ex-ministra, atual governo põe em risco legado de FHC

Marina diz que presidente vai bem ao manter conquistas sociais, mas patina na estabilidade econômica

Eduardo Bresciani e Daiene Cardoso , O Estado de S. Paulo

09 de outubro de 2013 | 21h54

Brasília - A ex-ministra Marina Silva afirmou nesta quarta-feira, 9, que a presidente Dilma Rousseff tem dificuldade de manter a estabilidade econômica alcançada no governo Fernando Henrique Cardoso. A nova colega de partido do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), afirmou que um dos principais objetivos da aliança recém-fechada é manter essa estabilidade, além de conservar o legado social do sucessor do governo tucano, o petista Luiz Inácio Lula da Silva.

As declarações foram dadas após ela participar de reunião da comissão executiva provisória da Rede, partido cuja criação foi rejeitada por falta de assinaturas, fato que a fez aderir ao PSB de Campos e ao seu projeto presidencial do ano que vem.

Questionada sobre se não havia nada a manter do governo Dilma, a ex-ministra afirmou: "Eu acho que a presidente Dilma manteve as conquistas do governo do presidente Lula e está manejando a dificuldade de manter a conquista da estabilidade econômica e eu espero sinceramente que ela consiga evitar que tenhamos retrocesso em relação a essa questão.

O presidente Fernando Henrique tem uma marca: a estabilidade econômica. O presidente Lula tem uma: a inclusão social. A presidente Dilma precisa deixar sua marca e torço para que ela deixe, não a marca do retrocesso na área ambiental. Não torço pelo quanto pior melhor".

Marina atribuiu o acordo com Campos à disposição dele de incorporar as ideias defendidas pela Rede à plataforma que defenderá nas próximas eleições. "Acho que a candidatura do Eduardo Campos sinalizou que precisa das ideias e das propostas da Rede Sustentabilidade, e foi isso que nós nos dispomos a fazer, esse encontro de ideias. Vamos aprofundar esse programa e temos consciência de que suscitamos no Brasil a manutenção da esperança de que não vai ter a polarização PT-PSDB e que uma terceira via tem a possibilidade de se constituir", afirmou a ex-ministra.

A ex-senadora também comentou as negociações para a formação dos palanques regionais. Ela disse que o limite para a aliança, nacional e nos Estados, é a "coerência". Questionada se o PV, partido pelo qual foi candidata à Presidência, mas depois abandonou por causa de disputas internas, poderia ser um aliado, respondeu de forma positiva. "Não saí do PV por causa do programa, mas por causa da democracia interna. O programa é inspirado na luta pela sustentabilidade e é próximo do nosso."

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