Para evitar derrota da CPMF, governo monta 'sala de situação'

'Sala' é força tarefa do governo, formada pelos ministros da Fazenda, Casa Civil, Planejamento e RI

Leonencio Nossa, do Estadão

28 de novembro de 2007 | 15h53

Em meio aos esforços para aprovar a emenda que prorroga a CPMF até 2011, o Palácio do Planalto montou nesta quarta-feira, 28,  um grupo especial para resolver problemas e divergências na bancada governista no Senado. A "sala de situação" é formada pelos ministros Guido Mantega (Fazenda), Dilma Rousseff (Casa Civil), Paulo Bernardo (Planejamento) e José Múcio (Relações Institucionais).     Veja Também:      Lula diz que a emenda da CPMF 'vai passar' no Senado   PTB condena 3º mandato, mas libera senadores para CPMF Oposição se reúne para 'traçar mapa' de votos contra CPMF  Entenda a cobrança do imposto do cheque  Oposição suspende obstrução e diz ter votos contra CPMF   O grupo vai apresentar todos os dias um boletim para o presidente Luiz Inácio Lula a Silva sobre as negociações com os senadores e análise das pendências com a base aliada. "É preciso rever todos os problemas na base, caso por caso", disse Lula numa conversa com assessores nesta manhã, segundo uma pessoa próxima dele. A orientação do governo é que sejam atendidas demandas e cumpridos acordos já feitos, mas sempre de forma "decente", contou um assessor.   Ministros que atuam no Planalto avaliam que o presidente "agora" entrou forte nas negociações, "tomou as rédeas" do processo de negociação com os parlamentares. O presidente, a partir de agora, vai intensificar contatos e manter conversas com governadores e senadores para garantir a aprovação do imposto do cheque.   Lula, segundo um interlocutor, mantém confiança nos ministros e assessores que estão nas negociações. É o caso do subchefe de Assuntos Parlamentares da Presidência, Marcos Lima, que foi acusado pelo senador Geraldo Mesquita (PMDB-AC), rebelde da base aliada, de tentar cooptar votos. "Nós confiamos no Marcos Lima", disse um assessor do Planalto.   Também nesta quarta, Lula mostrou confiança em a emenda que prorroga a vigência da CPMF será aprovada no plenário do Senado. Questionado sobre a possibilidade de redução do superávit primário como compensação para uma eventual extinção da CPMF, Lula respondeu: "A CPMF vai passar."        

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