Para EUA, Colômbia não precisa de avião brasileiro

Fontes do Pentágono informaram ontem que os Estados Unidos não se opõem à compra do turboélice brasileiro Super Tucano pela Colômbia, mas sugerem ao governo de Alvaro Uribe que seu país não precisa desse tipo de aviões, um modelo leve de ataque, e sim de unidades de transporte de cargas e militares. A sugestão também faz parte de uma carta enviada pelo chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, general James T. Hill, ao comandante das Forças Armadas colombianas, general Jorge Enrique Mora Rangel. Segundo a carta, revelada em reportagem exclusiva de O Estado de S. Paulo no último domingo, Hill indica que a Colômbia deve desistir da compra. ?Estou preocupado com o plano da Força Aérea Colombiana de gastar US$ 234 milhões para adquirir uma nova aeronave leve de ataque, particularmente num momento em que o governo dos EUA financia, a um custo de US$ 34 milhões, programas de modernização de aviões que, aprimorados, oferecerão muitos dos recursos presentes na aeronave leve de ataque. (...) O Congresso dos EUA pode não ver favoravelmente essa compra.? ?A carta foi mal entendida?, disse ontem um funcionário de alto escalão, no Pentágono, sob o compromisso de não ter seu nome revelado. Ele apóia a sugestão de Hill. ?A Colômbia precisa de capacidade de transporte, não de aviões pequenos?, afirmou, ressaltando que a sugestão ?foi totalmente deturpada? por meios de comunicação na Colômbia e no Brasil. ?A Colômbia já tem aviões de combate e não precisa de outros?, disse outro funcionário, que acompanhou a conversa com repórteres. ?O que lhe falta são aviões de transporte para seus soldados.? Os EUA manifestaram sua opinião, segundo o funcionário, porque o dinheiro para a compra é proveniente do Plano Colômbia, no qual o governo americano comprometeu mais de US$ 2 bilhões para a luta contra o tráfico de drogas. ReuniãoO Pentágono não revelou se o secretário da Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, se reunirá com sua colega colombiana, Martha Lucía Ramírez, para discutir a negociação comercial, durante a viagem que fará a Santiago de Chile na próxima semana, para uma reunião de ministros de Defesa do continente.

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