AMANDA PEROBELLI/ESTADÃO
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Para especialistas, Brasil precisa pensar nova estratégia diplomática

Durante o Fórum Estadão Reconstrução do Brasil, convidados comentam o 'controle de danos da era lulista' realizado pelo governo de Michel Temer

Gilberto Amendola, Marianna Holanda e Paulo Beraldo, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2018 | 10h52

A necessidade de o País pensar uma nova estratégia de diplomacia é consenso entre o ex-chanceler Celso Lafer, o diplomata Rubens Barbosa e a economista Lídia Goldenstein. Os três são convidados do Fórum Estadão Reconstrução do Brasil.

“É importante termos um sentido de direção”, disse Lafer, citando o recente artigo do chanceler Aloysio Nunes ao Estado. Para o ex-ministro, o governo de Michel Temer e o Itamaraty estão se empenhando em “damage control (controle de danos) da era lulista”.

A economista também citou o artigo de Nunes, mas criticou o fato de que a estratégia proposta pelo chanceler segue isolada, sem uma interlocução com setores da economia. “Nós voltamos ao Fla-Flu, voltamos a limitar nossa discussão a temas muito específicos, que são fundamentais, longe de mim dizer que a questão do déficit público não é fundamental, mas se não tiver uma estratégia de crescimento, a gente resolve o déficit público hoje e amanhã nós vamos ter outra crise”, pontuou.

Já Barbosa avalia que serão necessários esforços para “tirar o País do atraso” dos últimos três anos e o Itamaraty precisa ser “modernizado e revigorado”. Para isso, avalia que o Brasil deve “defender os interesses nacionais acima de tudo”, ao contrário do passado, quando a solidariedade era uma das principais agenda das relações externas.

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Os três intelectuais participam do painel “O papel do Brasil no mundo”, do Fórum Estadão, que acontece em São Paulo nesta quarta-feira, 25, com a mediação da jornalista Eliane Catanhêde. O evento ocorre em parceria e no auditório do Unibes Cultural, com apoio do Centro de Liderança Pública (CLP).

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