Para entidades, decisão deve ser saudada

A suspensão da censura prévia ao Grupo Estado foi recebida com satisfação e elogios por entidades como a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ). "É uma notícia auspiciosa", comentou o assessor da diretoria da ANJ, Ricardo Pedreira. "Deve ser saudada e festejada", completou Maurício Azêdo, presidente da ABI. A ANJ comemora "que o Conselho Regional de Medicina tenha voltado atrás e a Justiça tenha decidido pela extinção da ação". E espera "que deixem de existir situações que resultem em censura à imprensa". "É um desserviço à convivência democrática, um prejuízo para os cidadãos e um desrespeito à Constituição."Segundo Azêdo, o Cremesp "fez uma autocrítica e percebeu o grave erro que cometeu ao tentar impedir o Grupo Estado de exercer um direito - e dever - fundamental de informar a sociedade". Ele considera "digno de aplauso" que o conselho tenha reavaliado uma decisão que, "levianamente, estava afrontando a liberdade de expressão". Mas acrescenta que "essa homenagem não pode, no entanto, ser estendida ao juiz que, ao suspender o direito dos jornais, cometeu uma lamentável transgressão ao art. 220 da Constituição." Azêdo diz esperar "que o episódio tenha para o juiz o valor pedagógico que lhe permita avaliar a importância dessas garantias constitucionais".

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