Para empresários mineiros, reforma aumenta impostos

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) avaliou hoje que a reforma tributária que está sendo proposta pelo governo federal poderá ampliar a carga de impostos dos atuais 36,5% para até 40% do PIB.De acordo com o presidente do conselho de política tributária da federação, Edwaldo Almada de Abreu, entre os principais pontos que poderão confirmar a tese estão a possibilidade da adoção de alíquotas progressivas sobre o patrimônio, como o Imposto Territorial Rural (ITR) e o Imposto sobre Transferência de Bens Imóveis (ITBI).Além disso, o ICMS poderá ser aplicado também sobre os bens. "Apenas este ponto da proposta abre um espaço enorme para o aumento da carga de impostos, pois no caso das indústrias, qualquer equipamento que for vendido não terá mais isenção", disse.Apesar das críticas, o empresário mineiro considera alguns pontos da reforma positivos, com a simplificação do ICMS e a isenção deste imposto sobre os produtos alimentícios. Segundo Abreu, a Fiemg defende a neutralização do aumento do volume de impostos pagos e uma reforma fiscal que traga racionalização das despesas para as empresas. "Somente assim, a reforma tributária será feita em um nível mais profundo", disse.

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