Para eleitor, área social e economia são ‘o melhor de Lula’

Bolsa-Família foi citado por 27% dos entrevistados e é responsável por grande parte da popularidade de Lula

Vera Rosa, O Estado de S. Paulo

28 de junho de 2008 | 18h20

"Qual foi a melhor coisa que Lula fez?" A resposta a essa pergunta, feita pelo Vox Populi, indica que a percepção dos eleitores sobre o governo do PT é amparada em dois eixos básicos. Dos 1.800 entrevistados, 34% escolheram os programas sociais, e 20%, a manutenção da política econômica como os mais vistosos feitos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.   Veja também:  Pesquisa mostra Dilma como a mais conhecida Em convenção com Paulinho, PDT oficializa apoio a Marta Calendário eleitoral das eleições deste ano    No bloco social, o Bolsa-Família foi citado por 27% dos entrevistados e é responsável por grande parte da popularidade de Lula. Não foi à toa que o presidente anunciou na quarta-feira, a pouco mais de três meses das eleições municipais, um reajuste médio de 8% nos benefícios do programa, considerado a vitrine do governo. Mesmo assim, o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias - que coordena o Bolsa-Família -, é conhecido por apenas 1% dos eleitores.   A pesquisa mostrou que as regiões mais pobres do País dão mais importância às políticas sociais, enquanto o Sul e o Sudeste mencionam a manutenção da estabilidade econômica como a conquista mais relevante. Nesse capítulo, os entrevistados aplaudiram o controle da inflação, os reajustes salariais e o pagamento da dívida externa. Os três itens, porém, aparecem em empate técnico com geração de empregos e investimentos em educação, lembrados por 6% como as melhores coisas do governo Lula.   Coordenado pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) recebeu apenas 3% das citações espontâneas, mesmo porcentual conferido ao combate à corrupção.   Terceiro mandato   O Vox Populi quis saber também se os eleitores votariam em Lula mais uma vez, se ele pudesse se candidatar em 2010: 43% responderam que "com certeza", 19% disseram que poderiam votar e 32% não o escolheriam. O porcentual dos que não souberam ou não responderam ficou em 7%. "Temos uma posição que coincide com a do presidente: não propomos nem apoiamos o terceiro mandato e apontamos a inconveniência de mudar as regras do jogo", afirma o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP).

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