Ed Ferreira/Estadão
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Edinho diz que PT 'reproduziu erros da sociedade' e defende reformulação da sigla

Ministro da Secom ponderou que partidos podem e devem projetar avanços para a sociedade, mas que não é possível deixar de lado que são instituições e, como tal, refletem erros e acertos da coletividade

Ana Fernandes e Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

17 Novembro 2015 | 10h00

São Paulo - O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, reconheceu que o seu partido, o PT, cometeu erros. No entanto, ele relativizou que outros partidos também erraram e que as instituições refletem a sociedade. "Evidente que tivemos erros, como penso que outros partidos também cometeram erros. As instituições são reflexos da sociedade", disse em encontro com empresários.

"O PT reproduziu erros que são erros da sociedade", avaliou. Edinho ponderou que partidos podem e devem projetar avanços para a sociedade, mas que não é possível deixar de lado que são instituições e, como tal, refletem erros e acertos da coletividade. 

O ministro destacou que no governo não é porta-voz da legenda, mas disse defender uma reformulação da agremiação e de seu programa. Ele defendeu também o fortalecimento dos partidos. "Toda vez que você tem partidos fracos você enfraquece a representação política e a própria democracia."

Economia.  Em palestra para uma plateia de empresários, Edinho disse que não é tão pessimista quanto o mercado em relação ao desempenho da economia brasileira em 2016. "Estou muito otimista em relação ao que vamos executar em 2016", disse o ministro. "Acredito na melhora em 2016, não por crença, mas pelo que efetivamente vem sendo feito", completou, admitindo que não é um processo fácil.

"Se continuarmos construindo, se formos exitosos nas medidas que estão sendo tomadas de equilíbrio fiscal, da política correta do ponto de vista monetário, estamos criando condições para a retomada do crescimento em 2016", afirmou Edinho. O ministro disse esperar ainda que passe o momento de "contaminação dos preços públicos e de alta do dólar", o que deve ajudar no controle da inflação e isso permita já tomar medidas de retomada do crescimento no ano que vem.

Edinho afirmou ainda que o cenário internacional não pode ser descartado, mas que o governo está confiante na melhoria do cenário nos Estados Unidos e na China, as duas principais economias no mundo.

Edinho também foi questionado sobre a confiança no governo Dilma. Ele disse que "confiança se resgata com ações concretas" e destacou que mais importante é recuperar o debate político. "Recuperarmos a ação política como construção do consenso social, isso é mais preocupante que o desgaste do governo."

Gastos. Perguntado sobre os altos custos da propaganda política e dos horários eleitorais em período de campanha, o ministro afirmou ser favorável à diminuição de gastos nesta frente. "Quanto mais reduzirmos os custos das campanhas, melhor será para a democracia, para a independência política e para que a gente efetivamente supere problemas como os de hoje (de suspeitas de corrupção). Se o preço for o candidato e uma câmera na frente, sou favorável", disse a uma plateia de empresários.

"A televisão ficará secundarizada nas campanhas, não tenham dúvidas disso, e a internet terá papel cada vez mais central", completou.

 

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