André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Para Edinho, País vive momento de 'intolerância política'

'O espírito de intolerância, manipulado em parte pela oposição, é a antítese da democracia', completou o deputado José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara

Gustavo Porto, Rafael Moraes Moura e Lisandra Paraguassu, O Estado de S. Paulo

17 de agosto de 2015 | 14h45

Atualizado às 15h09

Brasília - O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira, 17, ter respeito pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e que a entidade tem todo o direito de se manifestar. No domingo, o presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, cobrou que a presidente Dilma Rousseff pedisse “desculpas ao Brasil" por ter apresentado uma realidade econômica "inexistente" no período de campanha eleitoral.

“Se trabalhar para manter o emprego do País, para manter a renda da população mais marginalizada historicamente, a manutenção de programas sociais, é um equivoco, então que se constate o equívoco”, disse. “Temos muito respeito pela OAB, pelo presidente da OAB e a manifestação será ouvida e tratada com muito respeito”, afirmou Edinho.  O ministro concedeu entrevista no final desta manhã após participar da reunião da presidente Dilma Rousseff (PT) e do vice-presidente Michel Temer com a coordenação política do governo

O ministro considerou que Dilma trabalhou muito para que empregos e salários fossem mantidos e disse que ela seguirá a agenda com viagens e diálogo com a sociedade e entidades empresariais. Contudo, admitiu que há um clima de “intolerância política”, e que o momento é difícil. “O espírito de intolerância, manipulado em parte pela oposição, é a antítese da democracia”, completou o deputado José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara. 

Sobre as manifestações, o ministro disse que houve um recuo com relação às ocorridas no primeiro semestre, mas mesmo assim o governo respeita essas manifestações. Ele disse, porém, que não concorda com a agenda colocada nas ruas sob o ponto de vista ideológico.

'Avaliação consensual'. O ministro também reforçou a necessidade do diálogo. “A avaliação consensual foi que vivenciamos momento importante no governo, momento de construção de agendas fundamentais”. Segundo ele, as agendas de diálogo com o Congresso Nacional criam condições favoráveis à governabilidade, e assim, “com o pouco espaço de tempo o Brasil poderá recuperar o crescimento econômico, geração de emprego e o otimismo na economia”.

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