Para dirigente do PSDB, eleição de 2008 mira 2010

Líder deixa claro que disputa para candidato às eleições municipais tem como objetivo a corrida presidencial

Paula Laier, da Agência Estado,

22 de junho de 2008 | 10h34

O presidente do diretório municipal do PSDB, José Henrique Reis Lobo deixou claro na convenção do partido, na manhã deste domingo, 22, que toda a definição para a eleição municipal deste ano mira a eleição presidencial de 2010. "A disputa que se deu dentro do partido, e sempre com o propósito de ambos os grupos de fortalecer o partido, é para que possamos chegar ainda mais unidos a 2010", afirmou. O partido estava rachado, já que um bloco dos tucanos apoiava a candidatura de Geraldo Alckmin e uma outra ala defendia uma chapa em conjunto com o DEM, ao lado do atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. "Sem dúvida 2010 teve papel importante em toda esta campanha, porque é uma preocupação realmente no sentido de se criar condições melhores para que o partido possa ir com candidato à presidência da República, que no nosso caso, em São Paulo, é declaradamente o governador José Serra." Questionado se Alckmin irá apoiar José Serra, Lobo afirmou que o ex-governador já deu várias declarações no sentido de que o candidato dele à presidência da República, é o governador José Serra. Acrescentou ainda que o governador José Serra não teria participado diretamente do acordo fechado na noite de sábado, que definiu uma chapa única liderada pelo ex-governador Geraldo Alckmin para a prefeitura paulistana. Já o presidente nacional do PSDB, senador Sergio Guerra (PSDB-PE) exerceu um papel muito importante. Mais cedo, contudo, o deputado Edson Aparecido, admitiu que o governador José Serra teve um papel importante. Em relação a decisão de sábado, também fez questão de afirmar que foi resultado de um processo de convencimento sem acordo no sentido de ter havido concessões de uma parte, e pedido de outra. Também acrescentou que os funcionários do PSDB na atual administração "devem se sentir totalmente liberados para prosseguirem em seus cargos, exercendo suas atividades". "Inclusive porque, eles não podem estar envolvidos em campanha eleitoral. A lei proíbe", afirmou. Lobo acrescentou ainda que na campanha não há necessidade de críticas à atual gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM). "Não vemos Kassab como adversário. Pretendemos inclusive nos encontrar no segundo turno",disse.

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