Para diretor de conteúdo do Estadão, imprensa vem cumprindo seu papel

Ricardo Gandour disse que o crescimento econômico do País no governo Lula foi acompanhado, mas isso não descartou atenção

Yolanda Foderlone, de O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2010 | 19h54

SÃO PAULO - A imprensa acompanhou todo o crescimento econômico do País no governo Lula, mas também ficou atenta ao papel do governo, na opinião do diretor de conteúdo do Grupo O Estado de S.Paulo, Ricardo Gandour. O diretor foi entrevistado pelos jornalistas Felipe Machado e Luis Fernando Bovo.

 

"A imprensa vem cumprindo seu papel. A imprensa cobriu todos os avanços do governo Lula, que foram muitos. Mas houve um momento que uma agenda se impôs: a gestão da coisa pública, o tamanho do Estado, o equilíbrio entre os poderes. Tudo isso fez com que a imprensa fosse vibrante, mas também muita atenta no campo político", disse ao explicar as críticas à cobertura do governo Lula.

 

 

Gandour disse que a cobertura não deve mudar seu posicionamento num eventual governo Dilma, ou seja, continuará crítico, mas cobrindo com robustez os avanços, como no campo econômico.

 

 

Gandour defende que os veículos respondam pelo o que eles publicam, mas se mostrou contrário a criação de órgãos de controle de conteúdo. "O caso do Grupo Estado e da proibição da publicação de informações sobre a Operação Faktor. Na época o jornal não respondeu pelo o que publicou. Não nos procuraram para discutir isso", disse.

 

 

Para o diretor, o atual presidente Lula foi responsável por acirrar a disputa e a polarização entre os candidatos. "Em certos momentos ele foi mais cabo eleitoral do que como presidente. Eu não falo sozinho, tão aí as diversas muitas que ele sofreu", disse. "O futuro, pensando positivamente, vai nos levar a discussões mais produtivas, de formas de governo e não o contraste entre o bem e o mal."

 

 

Sobre a expectativa com um eventual governo Dilma, Gandour afirma ser ainda cedo para avaliar o que pode ocorrer. "Vai depender de como ela irá compor os ministérios, como mostrará seu perfil de gestora, como irá lidar com os pontos macroeconômicos, que foram justamente o destaque do governo Lula." Sobre a imprensa, o diretor espera do novo governo uma boa relação.

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