Luiz Prado/AE - 21.12.1989
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Para Dirceu, Gushiken foi o maior injustiçado no julgamento do mensalão

Ex-ministro da Casa Civil lembrou que o amigo foi 'peça chave' na campanha de 2002 e no governo Lula

Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

13 de setembro de 2013 | 22h25

O ex-ministro José Dirceu afirmou que o também ex-ministro Luiz Gushiken, que morreu nesta sexta-feira, 13, em São Paulo em decorrência de um câncer, "foi o principal injustiçado" na ação penal 470, nome técnico do julgamento do mensalão. Em 2006, Gushiken foi denunciado pela procuradoria geral da república junto com outras 39 pessoas no processo, mas seu nome foi excluído em 2012 por falta de provas a pedido da própria PGR.

Na semana passada, Dirceu encontrou-se com Gushiken no hospital Sírio Libânes. Os dois conversaram por quase duas horas. "Ele foi, junto com o Lula, uma das grandes lideranças do sindicalismo autêntico. Foi um pensador e um estrategista que sempre buscou novos caminhos", disse Dirceu ao Estado nesta sexta-feira, pouco depois da morte de Gushiken.

O ex-ministro da Casa Civil lembrou, ainda, que Gushiken foi "peça chave" na campanha de Lula em 2002 e depois em seu governo. "Gushiken foi um dos principais formuladores das políticas do PT e do governo".

Um dos fundadores da CUT (Central Única dos Trabalhadores), o deputado Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, lembra que Gushiken costumava divergir de Lula nos debates sindicais. "Eram debates históricos. A gente assistia em silêncio e aprendia com as divergências deles".

Vicentinho e Gushiken foram os principais formuladores da linha sindical do PT. Defendíamos a tese de que o partido não podia impor a visão partidária na categoria", lembra Vicentinho.

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