Para Dirceu, apoio do PDT em Campinas consolida vitória petista

PSB, do candidato Jonas Donizette, ataca parceria que lembra 'passado negro' da cidade

Ricardo Brandt, da Agência Estado

18 de outubro de 2012 | 17h57

CAMPINAS - O ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu afirmou nesta quinta-feira, 18, que o apoio do prefeito de Campinas e candidato derrotado, Pedro Serafim (PDT), ao candidato do PT, Márcio Pochmann, consolida sua vitória nesse segunda fase da disputa contra o candidato do PSB, Jonas Donizette - que terminou com 47% dos votos válidos contra 28% do petista.

 

"Na minha avaliação, o importante apoio do prefeito Pedro Serafim é o que faltava para consolidar a vitória do Pochmann, que já surpreendeu e desmentiu os mais pessimistas ao obter uma importante vitória política, a conquista da realização do segundo turno em Campinas", escreveu Dirceu em seu blog.

 

O apoio de Serafim, seguindo posição da Executiva Nacional no PDT, foi anunciado nesta quarta-feira. O prefeito seguiu o caminho oposto ao do presidente estadual da legenda, o candidato derrotado a prefeitura de São Paulo, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, que na semana passada fechou apoio ao candidato do PSDB, na capital, José Serra.

 

Dirceu chama atenção para os apoiadores que o partido conquistou nesse segundo turno - além do PDT, de Serafim, o partido fechou com o PMDB - e cita que o prefeito, além de empresário, é "vereador há várias legislaturas", sem citar que como presidente da Câmara foi um dos principais articuladores da cassação do então prefeito Demétrio Villagra (PT), que assumiu no lugar do prefeito eleito Hélio de Oliveira Santos (PDT), também cassado.

 

Os dois prefeitos tiveram os nomes envolvidos nos escândalos de corrupção e desvios de recursos em contratos públicos, supostamente coordenado pela ex-primeira-dama Rosely Santos. Ao todo, 11 pessoas foram presas e 28 processados na Justiça por formação de quadrilha - entre eles, o petista Villagra. Com 95 mil votos no primeiro turno, o apoio do PDT é visto como estratégico para o PT em Campinas.

 

Velha parceria. O candidato do PSB criticou ontem a aliança entre o PT e o PDT nesse segundo turno. "Esse casamento, Campinas já viu. E o fruto dele é algo que não foi bom para a cidade. É uma aliança que retoma um passado negro", afirmou Jonas, na tarde desta quinta-feira, ao fechar acordo com o PRB.

 

O prefeito esteve com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), na semana passada, em São Paulo, ao lado do presidente nacional do PDT, Calos Luppi, para discutir uma eventual aliança com o PSB na cidade. O PSDB tem o vice na chapa de Donizette e as negociações de apoio contaram diretamente com a participação do governador.

 

Na quarta, o PSB deixou claro que vai explorar essa aliança, reforçando a parceria entre o PT e o PDT no governo Hélio, que terminou com o maior escândalo de corrupção da prefeitura.

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