Para Dilma, Senado deve evitar 'disputa fratricida' sobre royalties

Ministra abordou questão durante a reunião do Conselho de Administração da Petrobrás

Agência Brasil

19 de março de 2010 | 11h34

O Senado Federal deve definir ainda este ano a questão da distribuição dos royalties do petróleo e evitar uma "disputa fratricida" (aquele que mata o próprio irmão) entre os estados, afirmou nesta sexta-feira, 19, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ela participa da reunião do Conselho de Administração da Petrobrás, em Brasília.

 

Dilma disse que não tem certeza se a decisão dos senadores será tomada antes ou depois das eleições. Ela reforçou a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já havia falado sobre a discussão do assunto neste ano eleitoral.

 

"Quando nós discutimos esse processo, o presidente tinha sugerido que não se apresentasse agora neste ano de 2010 os projetos de royalties, que se deixasse para discutir sem as emocionalidades que cercam essa questão", lembrou.

 

A ministra descartou qualquer interferência do governo após a aprovação no Senado. "Nós não trabalhamos com essa hipótese e seria um desrespeito ao Senado, aos senadores e ao Congresso discutir uma questão dessa a esta altura."

 

"É uma coisa interna do Senado e não tem como a gente interferir. Acho que a tendência é haver por parte do Senado uma busca de um consenso para evitar que seja uma disputa fratricida entre irmãos", completou.

 

Para a ministra, a Casa tem todas as condições de encontrar a solução para o impasse sobre os royalties. "O senador tem a função de preservar o cerne da Constituição. Então eu acho justo esperar o que o Senado o fará", afirmou.

 

Segundo Dilma, o Norte e Nordeste não eram desfavoráveis à proposta encaminhada pelo governo, que foi derrotada na Câmara. Ela destacou ainda que a discussão foi profunda com todos os estados. "Discutimos com os estados produtores e estruturamos uma proposta de consenso que foi aquela que o governo apresentou."

 

A ministra disse ainda que o governo fez as avaliações necessárias para analisar os aspectos jurídicos e técnicos e a importância para os interesses dos estados, com base nos preceitos da Constituição, que determina que os produtores, como o Rio de Janeiro, São Paulo, e o Espírito Santo, sejam contemplados de forma diferenciada.

 

"O projeto que foi para a Câmara e infelizmente foi derrotado contemplava essas duas questões: uma era dar para os estados produtores uma sinalização de recursos maiores, porque assim a Constituição previa, e para os demais estados e municípios era mudar a lógica até então vigente e distribuir recursos", disse.

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