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Para Dilma, fim de quimioterapia é desafio superado

'Ela está curada agora', diz o oncologista da ministra, que agora vai passar por um mês de radioterapia

CAROLINA FREITAS, Agencia Estado

25 de junho de 2009 | 18h06

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, deixou feliz o Hospital Sírio Libanês, na capital paulista, após a última sessão de quimioterapia para tratamento de um câncer linfático. "É mais um percurso e um desafio que se supera", disse ela, em rápida entrevista coletiva concedida no fim desta tarde. "Estou satisfeita e feliz, este momento abre uma perspectiva muito boa, deixo de ter as limitações que toda quimioterapia faz com as pessoas", reiterou. Indagada sobre o que pretende fazer a partir de agora, a virtual candidata do PT à Presidência da República nas eleições de 2010 respondeu, sorrindo: "Pretendo fazer tudo, tudo, tudo."

Ao falar do estado clínico da ministra, o oncologista Paulo Hoff disse que Dilma "teve uma ótima resposta à quimioterapia e é considerada curada." E reiterou: "Ela está curada agora." Segundo a oncohematologista Yana Novis, que também integra a equipe que trata a ministra, a decisão de suspender as três sessões de quimioterapia que ainda restavam (no total estavam previstas sete sessões) considerou o bom estado de saúde de Dilma. "Existe uma variabilidade no tratamento de cada paciente, consideramos quatro sessões o adequado, pois a ministra está com excelente estado geral de saúde."

A quarta e última sessão de quimioterapia representa, no entanto, apenas o fim da primeira fase do tratamento contra o câncer. Segundo Hoff, ela começa em um mês a fazer radioterapia. O tratamento terá cinco sessões semanais, de meia hora por dia, durante um mês, no Hospital Sírio Libanês e consiste em submeter a área em que havia o linfoma à radiação para esterilizar e evitar a formação de um novo tumor. Durante a radioterapia, a ministra não terá restrições e poderá trabalhar, afirmaram os médicos.

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