Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

Para Dilma, denúncia contra Vaccari mostra que não há interferência do governo na Lava Jato

'Se querem investigar, vão investigar. Quem for responsável, pagará pelo que fez', disse a presidente sobre a nova etapa da operação

Rafael Moraes Moura, Ricardo Della Coletta e Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo

16 de março de 2015 | 17h42

Brasília - Depois de o Ministério Público Federal denunciar à Justiça o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, por crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, a presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira, 16, que essa denúncia mostra como é "absolutamente infundada" a especulação de possíveis interferências do Palácio do Planalto na atuação do Ministério Público.

Vaccari consta da lista de 21 alvos da nova denúncia da Procuradoria da República no âmbito da Lava Jato. É a primeira acusação formal contra Vaccari e também a primeira contra o ex-diretor da Petrobrás Renato Duque, preso nesta segunda-feira, no Rio, na décima fase da operação, batizada de "Que País é esse?".

"Esses acontecimentos mostram que todas as teorias a respeito de como é que o governo interferiu sobre o Ministério Público, ou sobre quem quer que seja, pra investigar ou fazer qualquer coisa com quem quer que seja, é absolutamente infundada", disse Dilma em entrevista concedida a jornalistas, depois de participar da solenidade de sanção do novo Código de Processo Civil.

"Se querem investigar, vão investigar. Quem for responsável, pagará pelo que fez. Só isso. Todo mundo tem o amplo direito de defesa, o que vale pra todo mundo vale pra todo mundo", prosseguiu a presidente.

Questionada pelo Broadcast Político se os novos acontecimentos poderiam atrapalhar ainda mais a vida do governo e aumentar a insatisfação popular, Dilma respondeu: "Eu não acredito, não".

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