Para Dilma, crise externa fez crescer clamor por transparência

População e fóruns multilaterais pedem mais informações sobre fluxos financeiros, diz a presidente

Rafael Moraes Moura, da Agência Estado

07 de novembro de 2012 | 12h21

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira, 17, que a crise internacional fez crescer nos países a necessidade de se buscar mais transparência, especialmente nos fluxos financeiros. Segundo ela, a exigência dessa transparência tem se dado não só pelas populações dos países, mas também em fóruns multilaterais.

 

"Com a crise que ainda assola os países desenvolvidos e atingiu todos os demais países do mundo, avolumou-se não só o clamor popular, mas a consciência nos fóruns multilaterais, como o caso do G20, o clamor por mais transparência e mais adequada regulação dos fluxos financeiros internacionais", destacou.

 

Segundo a presidente, pela "magnitude" desses fluxos financeiros internacionais, que geram trilhões e trilhões de dólares, o enorme desafio é fazer o seu monitoramento. "Sem o devido controle desses fluxos estamos sujeitos a toda sorte de manipulação, com graves consequências para o emprego e a renda de todos, em especial dos países e setores mais pobres, em todas as nações", alertou.

 

A presidente Dilma abriu nesta quarta-feira a 15ª Conferência Internacional Anticorrupção (International Anti-Corruption Conference - IACC), o mais importante fórum de combate à corrupção do mundo. Até a próxima sexta-feira, 9, o evento deve reunir em Brasília 1,5 mil participantes, incluindo chefes de Estado.

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