Para Dilma, acusação para afastamento é ‘ridícula’

Presidente voltou a classificar como 'golpe' o processo de impeachment que enfrenta

LIGIA FORMENTI e TÂNIA MONTEIRO, O Estado de S.Paulo

30 Abril 2016 | 07h03

A presidente Dilma Rousseff classificou ontem como “ridícula” a acusação de ter cometido pedaladas fiscais, que é a base do processo de impeachment em análise pelo Senado.

“Tenho clareza de que é ridícula a acusação. O que fizemos foi garantir programas sociais, o Plano Safra e investimentos para a indústria”, afirmou a presidente, que voltou a classificar como “golpe” o processo que enfrenta. “Há, de fato, um processo em curso, e esse processo tem um nome: é golpe. É uma nova eleição indireta coberta com o manto do impeachment, eleição indireta daqueles que não tiveram votos nas urnas, nas eleições de 2014”, disse Dilma ao assinar medida provisória que prorrogou por mais três anos o prazo para que profissionais estrangeiros possam trabalhar no programa Mais Médicos.

“Os fatos dos quais me acusam foram praticados pelos governos que me antecederam e nenhum desses atos foram considerados criminosos pelos governos que me antecederam e também pelo meu governo nos anos 2011, 2012, 2013”, afirmou.

Ministros e secretários que participaram da cerimônia também fizeram em defesa da presidente. O ministro interino da Saúde, Agenor Álvares, disse que “só um governo legitimamente eleito pela população teria coragem de enfrentar esses problemas (para instalar o Mais Médicos).”

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