Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Para despertar 'onda cívica', João Doria promove maratona das bandeiras em São Paulo

Depois que tucano instalou bandeiras no muro de sua casa e na sacada do gabinete na prefeitura, prefeitos regionais agora disputam o 'título' de maior bandeira de São Paulo

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2017 | 12h23

Cotado para ser o candidato do PSDB à Presidência da República em 2018, o prefeito João Doria está promovendo uma “maratona cívica” entre os prefeitos regionais da capital, que foram orientados a espalhar bandeiras do Brasil em áreas estratégicas da cidade.

O tucano, que já costumava encerrar seus eventos políticos com o tema da vitória de Ayrton Senna e o mote de que a bandeira do País não é vermelha como a do PT, reforçou o tom nacionalista após o juiz Sérgio Moro condenar, no dia 12, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 9 anos e 6 meses de prisão.

Depois que Doria instalou bandeiras no muro de sua casa e na sacada do gabinete na prefeitura, os prefeitos regionais da Sé/Centro, Eduardo Odloak, disputa agora com o colega de Pinheiros, Paulo Mathias,  o “título” de maior bandeira de São Paulo.

“Na Praça da Bandeira fazia muito tempo que não trocavam. Então fizemos uma parceria (com o setor privado) e doaram uma nova bandeira, com mastro de 60 metros e 17 metros de largura. É  maior da cidade”, disse Odloak.

Relembre os 10 momentos que Doria mirou em um discurso nacional:

O hasteamento foi feito durante uma cerimônia com direito a banda, hino nacional e hino da bandeira. A prefeitura regional também montou uma força tarefa para pedir aos prédios privados do centro que reformem suas bandeiras ou providenciem uma.

Também foram colocadas bandeiras no Vale Anhangabaú, Pátio do Colégio e dezenas de praças. Até a secretaria de Abastecimento do Estado foi acionada para trocar da bandeira do Mercadão. “Essa foi uma solicitação do prefeito para despertar o espírito cívico da população”, afirmou Odloak

Para superar a bandeira do centro, Paulo Mathias encomendou uma bandeira ainda maior para o Largo da Batata, que passa por uma reforma: 56 metros de largura em um mastros de 33 metros de altura. O correligionário nega que a ideia seja preparar o paulistano para uma eventual “nacionalização” do prefeito no tabuleiro político.

“Não se trata da nacionalização do João Doria, mas do resgate do orgulho de ser brasileiro. A bandeira do Brasil é verde e amarela, não é vermelha”, diz Mathias repetindo o mote do prefeito.

Além do Largo da Batata, local que costuma receber grandes manifestações, serão espalhadas 30 bandeiras pela Avenida Brasil, todas doadas pela iniciativa privada. Também foram  colocadas flâmulas na Avenida Faria Lima, Praça Adolfo Block e outros locais do bairro.               

Questionado sobre a motivação da onda cívica, João Doria nega qualquer conotação eleitoral. “A reverência à bandeira é sempre um elemento de respeito pela instituição. Em praças e parques públicos que reformamos e recuperamos colocamos o pavilhão das bandeiras - do estado, capital e Brasil”, disse o tucano ao Estado.

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