Para delegado, assaltante não matou prefeito

O delegado seccional de Campinas, Osmar Porcelli, descartou a participação direta do assaltante Flávio Aparecido Garbin no assassinato do prefeito Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, morto com um tiro na noite do último dia 10. Mas ele comentou, no final da noite de ontem, que Garbin poderá ajudar a identificar os ocupantes do Vectra prata, abandonado próximo ao local do crime. O veículo foi roubado em Uberlândia, em abril deste ano, e usado pela quadrilha do assaltante antes de aparecer em Campinas. "A linha de investigação do Vectra é uma boa linha", disse Porcelli. Ele alegou que as impressões digitais do assaltante não coincidiram com as encontradas no Vestra. O delegado César augusto Monteiro Alves Júnior, de Uberlândia, onde Garbin foi preso, no entanto, afirmou que as impressões bateram. Garbin foi preso na terça-feira, depois de um confronto com a polícia, no qual morreu um dos integrantes da sua quadrilha, Daniel Augusto da Silva. Ambos são de Campinas. A polícia flagrou-os, e outros quatro assaltantes, após uma série de roubos a estabelecimentos comerciais e casas de Uberlândia. Um deles, Paulo Henrique Rodrigues, conseguiu fugir. O assaltante foi trazido a Campinas por uma equipe de policiais da cidade. Eles deixaram Minas Gerais por volta das 15 horas e chegaram a Campinas perto de 20 horas. Garbin foi levado para depor no Centro de Detenção Provisória, em Hortolândia, onde permaneceu detido porque tem um mandado de prisão preventiva decretado contra ele. Rodrigues, Silva e Garbin participaram de um assalto em Campinas que resultou na morte do sargento do polícia militar Antônio Alves Pereira. Ele tinha dominado dois dos assaltantes quando um terceiro lhe atingiu com um tiro. Segundo Porcelli, Garbin confessou ontem ter sido o autor do disparo que matou Pereira. O delegado comentou que ainda está sendo feito o confronto das impressões de Silva com as encontradas no Vectra. Segundo ele, foram apreendidas com a quadrilha presa em Uberlândia uma arma calibre 380 e outra 765. Uma pistola, usada pelos assaltantes durante os roubos, está desaparecida, disse Porcelli, e pode estar com Rodrigues. O delegado não confirmou o calibre dessa arma. O tiro que matou o prefeito partiu de uma de 9 milímetros.

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