Para defesa de Dilma, delações não devem fazer parte de processo

Flávio Caetano alega que delatores mentiram em seus depoimentos à Justiça

Isadora Peron e Breno Pires, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2017 | 21h08

BRASÍLIA - O advogado da ex-presidente Dilma Rousseff, Flávio Caetano, afirmou que os depoimentos de delatores da Lava Jato não devem ser levados em consideração, em sua sustentação oral no julgamento das ações que pedem a cassação da chapa Dilma-Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ele reiterou que não houve uso de dinheiro irregular da Petrobrás durante a campanha de 2014 e que tanto o empresário Marcelo Odebrecht quanto o marqueteiro João Santana e Mônica Moura mentiram à Justiça Eleitoral ao afirmarem o contrário.

O advogado destacou ainda que as mesmas empreiteiras que doaram para a chapa da petista também fizeram repasses para a campanha do então candidato do PSDB, Aécio Neves.

Para ele, não há fato que possa levar à cassação da chapa e que ele confia que oTSE julgará as ações “absolutamente improcedentes”.

É impossível, ele diz, dividir a chapa Dilma-Temer em duas, como quer a defesa do atual presidente. Segundo ele, como não há prestação de contas separadas para Temer, os dois têm de ser julgados juntos. “Aquilo  que a Constituição uniu, não cabe ao candidato a vice desfazer”, afirmou. 

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