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Para CUT, reajuste dos servidores é "provocação"

O reajuste salarial de 3,5% ao funcionalismo público Federal, em função de decisão do Supremo Tribunal Federal, anunciado hoje pelo presidente Fernando Henrique Cardoso foi interpretado como uma "provocação" por João Felicio, presidente nacional da Central Única de Trabalhadores (CUT). "Os funcionários ficam sete anos sem aumento, pedimos um reajuste de 75,48% e é anunciado 3,5%. Só pode ser uma provocação", afirmou o líder sindical.De acordo com ele, o percentual anunciado pelo governo já seria baixo para qualquer categoria que tivesse seus salários reajustados anualmente. "Imagine para os servidores, que têm os mesmo salários de 1993. Acredito que, com a medida, o Fernando Henrique apenas consiga aumentar a adesão dos funcionários à greve que começa amanhã e não tem data definida para terminar", avalia.Felicio afirma que um dos principais problemas dos servidores é o fato de não terem uma data-base para negociar o aumento de salários. "Nas categorias que trabalham para o setor privado isso não aconteceria. Queria ver se petroleiros iriam aceitar sete anos sem reajuste. O problema dos servidores é que não há um canal aberto para as negociações", diz o presidente.O líder sindical afirma ainda que o fato de a categoria estar "abandonada" é um desrespeito por parte do governo. "Os servidores são o bode expiatório do presidente, que diz que não tem verba para elevar os salários dos funcionários", finaliza.Além do reajuste de 3,5%, Fernando Henrique também concedeu uma reposição salarial de 3,17%, e um reajuste especial para a categoria de funcionários enquadrados no chamado PCC que, segundo o presidente, são servidores que eram contratados antes de 1988 pela CLT. Estes funcionários receberão reajustes de 35% para os que tiverem nível superior, e de 18% para os de nível médio.De acordo com o presidente, o governo está reservando R$ 3 bilhões do orçamento de 2002 para estas despesas. Desse total, R$ 500 milhões são do reajuste de 3,5%, R$ 400 milhões decorrentes do aumento de 3,17%, relativo à demanda judicial, R$ 100 milhões para a correção de distorções em algumas carreiras, R$ 554 milhões para o PCC (plano de carreiras) e R$ 500 milhões para a realização de concursos.

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