Para CUT, promessa de Lula de dobrar o mínimo é impossível

"É impossível dobrar o valor de compra do mínimo em quatro anos", admitiu hoje o presidente da CUT, Luiz Marinho. Com a declaração, o sindicalista desacredita uma das principais promessas feitas durante a campanha eleitoral de 2002 pelo hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Ao tentar defender o presidente, Marinho argumentou que na campanha foram apresentados "objetivos, que se cumprem ou não, dependendo das condições". "O que o presidente Lula não fez foi dizer publicamente qual contabilidade encontrou no governo, porque isso pioraria a economia do País, com aumento do risco Brasil", justificou.Marinho não acredita que os trabalhadores estejam frustrados com Lula, apesar do desemprego recorde, a diminuição da renda e o baixo reajustes concedido ao salário mínimo. "Não tenho espaço para decepção. Sou otimista no médio e longo prazos", disse.O sindicalista disse esperar uma proposta "favorável" do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, na questão da correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física até 11 de maio, conforme o ministro prometeu em encontro com sindicalistas. "É claro que se depender só da proposta do tesoureiro teremos dificuldades, mas nós vamos continuar pressionando, protestando e o próprio presidente Lula vai avaliar melhor essa proposta e chegaremos a um bom termo", disse.

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