Para CUT, MST se prejudica ao invadir terras produtivas

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), João Felício, afirmou, nesta sexta-feira, que, ao invadir prédios públicos e terras produtivas, o Movimento dos Sem-Terra (MST) depõe contra si. "O movimento é legítimo, mas nãoconsideramos correta a invasão de prédios públicos nem de terras produtivas. Isso éum abuso. Não é a forma adequada", disse. Felício afirmou também considerar aceitável apenas a ocupação de terras improdutivas. Para o presidente da maior central sindical do País, o MST deveria aproveitar a disposição de diálogo do governo de Luiz Inácio Lula da Silva para negociar a realização da reforma agrária. "O novo governo tem apenas 60 dias e já mostrou disposição para diálogo. O movimento poderia aproveitar isso."Na avaliação de Felício, o governo Lula"é o que melhor tem condições de fazer a reforma agrária". O sindicalista, porém, acredita que apenas a realização de assentamentos não é suficiente no País. "Não adianta assentar. Tem de assentar e dar assistência depois", defendeu.

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