Para CUT, manter aposentadoria integral é um erro

O presidente da CUT, Luiz Marinho, disse hoje que acha um erro o governo manter a aposentadoria integral para os servidores públicos. "Pensar em manter a integralidade, na verdade, é ceder a uma pressão dos altos salários", disse Marinho, ao sair da Comissão Especial que analisa a reforma da Previdência para ir à residência do presidente da Câmara, João Paulo Cunha, que discute a proposta de reforma com os líderes aliados. Marinho defende a proposta da CUT de estabelecimento de teto salarial de R$ 4,8 mil (20 salários mínimos) para o funcionalismo público e a iniciativa privada. Pela proposta da CUT a partir desse valor quem quiser ter direito a uma aposentadoria maior deverá contribuir com um fundo de previdência complementar. Ao ser questionado sobre a pressão do Judiciário, o presidente da CUT respondeu com cautela: "Se tem uma pressão forte do Judiciário - inclusive o Judiciário pode em determinado momento trabalhar com um processo de certa chantagem - e espero que isso não ocorra; que os juízes sejam fiéis ao juramento de quando assumiram sua carreira. Mas se isso ocorrer, precisamos pensar numa transição, porque o Brasil não suporta mais uma previdência como está no regime hoje existente". Ele observou ainda que a CUT está aberta às negociações, mas que só apoiará a reforma da Previdência caso suas reivindicações, ou pelo menos parte delas, sejam aceitas, como o fim da taxação dos inativos do setor público.

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