Para CUT, governo elevará oferta de reajuste dos servidores

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, previu há pouco que o Ministério do Planejamento aumentará os recursos para reajustar os salários dos servidores públicos federais na próxima rodada de negociação com os sindicalistas, agendada para terça-feira (6/4). Até o momento, o Ministério disponibiliza R$ 1,5 bilhão para ampliar os salários do funcionalismo. "Vai sair a suplementação, mas em quanto não sei dizer. O governo sinalizou com a possibilidade de subir", disse à Agência Estado. A CUT sugere a ampliação da proposta para R$ 2,5 bilhões, valor recusado na semana passada pelo ministro do Planejamento, Guido Mantega. Ao contrário de Jorge Ricardo Moreira, diretor da Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), uma das entidades ligadas à Coordenação Nacional das Entidades de Servidores Federais (CN ESF), Marinho classifica como "interessante" a proposta do governo de conceder reajustes mais elevados para as categorias que acumulam menores correções em seus salários nos últimos anos. Moreira alega ser essa proposta "distorciva" entre as várias categorias do funcionalismo."A distorção já existe e foi construída anteriormente. Se o reajuste for linear, como desejam algumas entidades, manteremos essa distorção", ponderou. Segundo ele, o ideal para os trabalhadores seria obter na negociação com o governo todas a reposição de 50,19%, considerada emergencial pela CNESF, e, posteriormente, promover uma reestruturação das carreiras.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.