Para Cunha, Maranhão age 'a serviço do PT'

Após se beneficiar de estratégias de aliados que adiaram votação de recurso de peemedebista relacionados a seu processo de cassação, deputado afastado reage às mudanças de horário feitas por presidente interino da Câmara em votação que vai eleger o presidente da Casa

Bernardo Caram e Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2016 | 18h36

BRASÍLIA - Após o encerramento da sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que discutia recurso sobre o processo de cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o deputado afastado disse que cumpre seu papel de defesa e culpou o presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA) pela confusão na Câmara. “Temos aqui um presidente que está conduzindo essa interinidade a serviço do PT, da Dilma, do Lula”, disse Cunha.

O peemedebista lembrou as sucessivas mudanças de decisão de Maranhão, como o cancelamento de sessão do impeachment de Dilma Rousseff, que depois foi desfeito. Nesta quarta-feira, 13, Maranhão mudou a sessão de eleição do novo presidente da Casa de 16 horas para 19 horas, depois para 17h30, posteriormente retornando para 19 horas. Isso deu argumento para o presidente da CCJ, Osmar Serraglio (PMDB-PR), encerrar a sessão.

“Graças a Deus vamos eleger hoje um presidente para voltar esta Casa a uma situação de normalidade”, disse, antes de voltar a criticar seus opositores. “Temos aqui situações casuísticas que têm um intuito político daqueles que foram contra o processo de impeachment e que perderam suas boquinhas, como PT e o PCdoB. Tentam me dar uma punição para compensar a situação do impeachment”, afirmou. Ele negou que tenha pedido ao presidente da CCJ o encerramento da sessão.

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