REUTERS/PauloWhitaker
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Para Cunha, governo usou máquina pública para ajudar na criação do PL

Para o presidente da Câmara, é preciso, pouco a pouco, recuperar a relação que o PMDB tinha com o governo e que foi pouco abalada por esse movimento político

Carla Araújo, Elizabeth Lopes e Ricardo Galhardo, O Estado de S. Paulo

26 de março de 2015 | 20h29

São Paulo - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta noite que a relação da sua legenda com o governo da presidente Dilma Rousseff foi abalada com a tentativa do governo de usar a máquina pública, segundo ele, para tentar ajudar na criação do PL, novo partido em criação pelo ministro das Cidades, Gilberto Kassab. "De certa forma, é a utilização da máquina para ficticiamente criar um partido que tem um intuito claro de atentar contra o PMDB", criticou.

Segundo Cunha, o PMDB não gostou do que seria apoio do governo à criação do partido de Kassab, em razão da participação direta de membros do governo Dilma. Para o presidente da Câmara, é preciso, pouco a pouco, recuperar a relação que o PMDB tinha com o governo e que foi pouco abalada por esse movimento político. 

Indagado se o PMDB se sentiu traído neste processo, disse que não. Contudo, avaliou que não foi correta a participação do governo. Ele destacou que o processo político foi de certa forma tumultuado, acabando por desgastar a relação da sigla com o governo federal. "Este partido não vai ser criado", garantiu.

Apesar disso, Cunha disse que o PMDB não está fora do processo de governabilidade da gestão da presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, "vários problemas resultaram em uma crise política". "Há problemas de articulação política, coisas que o governo tem procurado corrigir". (Carla Araújo, Elizabeth Lopes e Ricardo Galhardo)

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