Para Cunha, escolha de Eliseu Padilha 'não melhora nem piora relação'

Presidente da Câmara minimizou escolha de peemedebista para atuar na articulação política do governo Dilma

Daniel Carvalho, O Estado de S. Paulo

06 Abril 2015 | 21h39

Brasília - Presidente da Câmara e um dos principais nomes do PMDB, Eduardo Cunha (RJ) disse nesta segunda-feira, 6, que o convite feito pela presidente Dilma Rousseff ao ministro Eliseu Padilha (Aviação Civil) para assumir a Secretaria de Relações Institucionais não é motivo para "melhorar ou piorar" a relação do Palácio do Planalto com o partido ou com o Legislativo. Pepe Vargas, atual titular da pasta, é alvo de críticas do próprio Cunha desde o início do ano.

"Não estamos pleiteando a colocação de nenhum ministro. Se ela escolheu por opção dela, parabéns. Da nossa parte não há nenhuma indicação desta natureza nem achamos que esta é a razão para melhorar ou piorar a relação", afirmou Cunha nesta noite, ao deixar seu gabinete.

Cunha disse que a escolha de Padilha, caso se confirme, não pode ser colocada na conta do PMDB, pois, para ele, é um opção da própria presidente. "Cabe a ela (Dilma) escolher seus ministros. Não cabe ao presidente da Câmara", afirmou. "Não quero que seja atribuído isso (a escolha) à conta do meu partido. Se é uma escolha dela, tudo bem. Se está na conta do PMDB, aí já não é uma coisa que a gente vai levar em consideração, pelo menos não da minha parte", afirmou o presidente da Casa.

Cunha disse que uma articulação política bem feita pode ser conduzida por integrantes de qualquer partido. "A gente não quer responsabilidade de colocar que tem que ser alguém do PMDB que tem que entrar para poder melhorar. Não é esse o caso. A articulação política pode ser bem feita com qualquer partido, não necessariamente com o próprio PMDB", disse Cunha. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.