UESLEI MARCELINO|REUTERS
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Para Cunha, presidente do Conselho de Ética seguiu regimento próprio

Após ser acusado por José Carlos Araújo de ter cometido um 'golpe' com a destituição de Pinato da relatoria do processo contra ele, o presidente da Câmara afirmou que estão tentando caçá-lo 'de uma forma que desrespeita o regimento'

Rachel Gamarski, Daniel Carvalho e Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2015 | 20h48

BRASÍLIA - Após a destituição do relator do processo disciplinar contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no Conselho de Ética, o presidente da Casa afirmou que "golpe é o que estavam fazendo descumprindo o regimento".

Cunha evitou falar sobre a decisão, mas se mostrou confiante nos procedimentos que foram seguidos. Para ele, o presidente do conselho resolver seguir regimento próprio. "Da mesma forma que eu sou obrigado a cumprir, ele é obrigado a cumprir o regimento", disse.

"Querem caçar uma presidente legitimamente eleita. Eu sou um deputado legitimamente eleito pelo voto popular e também estão querendo me caçar pelo voto popular que eu tive de uma forma que desrespeita o regimento."

De forma tranquila, Cunha reforçou seu sentimento e suas ações à frente da Câmara. "Obedeço a constituição, a lei e o regimento que é o que eu procuro fazer na presidência da Casa.

Questionado se a ação era um golpe, Cunha afirmou que "golpe é tentar quebrar urnas para evitar votação, é agredir parlamentar para tentar evitar votação", em referência aos episódios de ontem para tentar impedir a votação dos nomes que integrariam a Comissão Especial do impeachment.

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