Para Cunha, parecer de relator pela aprovação de orçamento não prejudica impeachment

Cunha disse que em 2015 recebeu mais de 30 pedidos de afastamento da presidente e que o relatório do senador não muda o andamento do pedido deferido por ele, que tem por base as pedaladas de 2015

Daiene Cardoso e Gustavo Aguiar, O Estado de S. Paulo

23 de dezembro de 2015 | 16h00

Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta tarde que o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff não perde força com o voto do senador Acir Gurgacz (PDT-RO). O relator das contas do governo de 2014 apresentou ontem um parecer que contraria a decisão do Tribunal de Contas da União e recomenda a aprovação "com ressalvas" das contas do governo Dilma Rousseff.

Cunha disse que em 2015 recebeu mais de 30 pedidos de impeachment e que o relatório do senador não muda o andamento do pedido de afastamento de Dilma deferido por ele, que tem por base as pedaladas de 2015. "O que foi aceito trata de 2015. Não vejo que a decisão, mesmo que o plenário da Comissão Mista aprove o parecer e o plenário das duas Casas aprove, por si só mude o entendimento no processo", declarou.

Num breve balanço do ano, Cunha negou que tenha imposto uma "pauta-bomba" este ano ao governo e enfatizou que nunca se furtou a colocar em votação as pautas de interesse do Palácio do Planalto. "Todas as matérias foram tratadas com celeridade. A Casa não negou ao Executivo nenhuma apreciação de sua matéria", disse. Ele destacou a capacidade da Câmara em dar curso a matérias de seu interesse, assim como a pautas do governo.

Ele lembrou que o ano foi marcado por falta de maioria do governo na Casa e da dificuldade do Executivo em consolidar sua base aliada. "O governo não tem mais de 200 votos na Casa até hoje. A maior dificuldade vem do próprio governo", disse.

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