Para Cunha, congresso do PMDB 'inibiu debate' sobre fim de relação com PT

Presidente da Câmara, que foi vaiado no evento, criticou não poder discutir rompimento com petistas, já que ocasião não era 'o fórum apropriado e não tinha viés deliberativo'

Daniel Carvalho e Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2015 | 18h21

BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), criticou Nesta terça-feira, 17, o fato de não poder ter discutido o rompimento com o PT no congresso do PMDB, como desejava.

“Foi positivo por um lado, o lado que o PMDB apresentou o programa, que o PMDB tem uma agenda e está discutindo esta agenda. Negativo por outro lado porque aqueles que queriam discutir o fim da relação com o PT não puderam discutir. Não era o fórum apropriado e não tinha o viés deliberativo de ser terminativo. De uma certa forma, inibiu este debate”, afirmou.

Vaias. Cunha também comentou as vaias de que foi alvo no encontro. Disse que a manifestação contrária partiu de um pequeno grupo. “Vi quatro pessoas que estavam no movimento de briga de impeachment que falaram e soltaram uma vaia. Normal. Depois eu fui aplaudido. Havia uma manifestação específica. Não vi essa vaia toda não. Vi uma pessoa levantar e gritar. Não ouvi essa vaia do plenário que vocês falam”, afirmou o presidente da Câmara.

Fora Cunha. Antes de entrar no plenário da Câmara, Cunha foi alvo de protesto de representantes da Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência. Elas gritaram “fora, Cunha! Fora, Cunha!”. A manifestação ocorreu após elas serem convidadas a encerrarem sessão especial que debatia sobre o assunto da marcha e deixarem o plenário.

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