Para Cunha, ação de hoje da PF visa encobrir impeachment, dizem aliados

Parlamentares presentes a almoço com o presidente da Câmara nesta terça apontam que operação foi montada no mesmo dia da sessão do Conselho de Ética e na véspera do julgamento do STF sobre a continuidade ou não do processo de afastamento de Dilma; segundo eles, Cunha classificou a ação no Rio como desrespeitosa

Daniel Carvalho, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2015 | 14h15

Aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que participaram de almoço com o peemedebista no início desta tarde na residência oficial da Câmara disseram que, na avaliação de Cunha, a ação da Polícia Federal na manhã desta terça-feira, 15, teve por objetivo desviar o foco do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Cunha e aliados embasaram esse argumento apontando que a operação foi montada no mesmo dia da sessão do Conselho de Ética e na véspera do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a continuidade ou não do processo de impeachment da presidente Dilma.

De acordo com parlamentares ouvidos pelo Estado, Cunha está tranquilo e relatou a operação desta manhã. Segundo aliados, o presidente da Câmara disse que a ação da polícia no Rio de Janeiro foi desrespeitosa. Já em Brasília, Cunha contou, de acordo com esses parlamentares, que já estava acordado quando a PF chegou e que ele mesmo abriu a porta para os agentes.

Os aliados disseram também que a mulher de Cunha, a jornalista Cláudia Cruz, também estava em casa, em Brasília, no momento da operação.

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