Para CPI, Pitta insiste que não há nada de errado

O ex-prefeito Celso Pitta, que continua depondo na CPI da dívida pública na Câmara Municipal de São Paulo,na condição de ex-secretário de Finanças durante a gestão de Paulo Maluf (PPB), entre 1993 e 1996, insistehá quase cinco horas que a CPI baseia-se em números inexistentes e garante que não houve desvio dodinheiro obtido com a emissão de letras financeiras do Tesouro Municipal (LFTM). A CPI acusa o governo Maluf de ter emitido R$ 1,5 bilhão de LFTM e de ter utilizado apenas poucomais de R$ 300 milhões para o pagamento de precatórios. LFTN só podem ser emitidas para pagar dívidascom precatórios e a CPI afirma que o saldo de cerca de R$ 1,2 bilhão foi utilizado para "transformar SãoPaulo num canteiro de obras" as vésperas das eleições que levaram Pitta a Prefeitura de São Paulo. Pitta garante que o saldo ficou disponibilizado para o futuro pagamento de precatórios no Fundo deLiquidez do Município. "É só conferir os balanços", afirmou ele e não foi contestado pelos vereadores da CPI.A denúncia de desvio de finalidade dos recursos das LFTM pela Prefeitura de São Paulo foi feita norelatório final da CPI dos precatórios, encerrada em 1999 no Senado. Pitta defendeu-se apresentandorelatório concluído no ano passado pelo Banco Central e pela Procuradoria da Receita Federal, queautorizou a renegociação da dívida da Prefeitura de São Paulo, depois de ter constatado que "as letrasforam emitidas regularmente". "As acusações da CPI do Senado foram muito graves e por isso o Banco Central e a receitarastrearam uma a uma as operações no governo Maluf e comprovaram sua legalidade", afirmou Pitta. A vereadora Ana Martins (PC do B), presidente da CPI da dívida, afirma que Pitta "está mentindo", ossaldos do recurso não aparece nos balancetes do Fundo de Liquidez. Pitta argumenta que está é apenasuma "questão contábil". "É claro que os recursos estão lá" disse ele.

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