Para Corrêa, Protógenes foi punido por engajamento

O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, disse ontem que o delegado Protógenes Queiroz foi afastado da Operação Satiagraha e enfrenta sanções legais não só pelos excesso na investigação, mas por atuar com engajamento político. Corrêa defendeu o desligamento do delegado da Diretoria de Inteligência Policial (DIP). "A área de inteligência é muito sensível para abrigar alguém com perfil quase que partidário", afirmou. Protógenes foi afastado em julho do comando da operação, em meio a acusações de que foi desleal com a direção da PF e suspeitas de vazamentos e grampos ilegais. Sobre o amparo que o delegado vem recebendo do PSOL, sobretudo de sua líder, deputada Luciana Genro (RS), filha do ministro da Justiça, Tarso Genro, Corrêa disse que não quer "fulanizar a discussão", mas deixou claro que a "apartidarização é a regra" na PF. "O delegado só pode ser partidário quando entra na cabine de votação para depositar o seu voto."Tarso, indagado se censurava o fato de a filha ser madrinha política do delegado, desconversou: "Perguntem para a Luciana." Ele considerou o afastamento de Protógenes um ato "natural", diante das circunstâncias. "Foi uma medida administrativa normal, corriqueira", observou, alegando que não houve qualquer sentido de perseguição. "Vale para qualquer pessoa, há vários casos semelhantes dentro da PF."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.