Para consultor, órbita na região da linha do Equador é estratégica

A posição orbital 68 fica sobre a Amazônia colombiana e é, segundo o consultor internacional em tecnologia espacial Ney Freitas, uma das melhores posições, já que, por estar sobre a linha do Equador, faz comunicação entre norte e sul do globo com facilidade. "Um satélite nessa posição estaria visível aos dois hemisférios, o que a torna muito valiosa", afirma ele. As posições equatoriais são as melhores justamente por seu alcance. São muito visadas pelo mercado de telecomunicações e por isso a maioria delas já está ocupada. "As posições 65, 66 e 67 já são utilizadas. Só se poderia entrar em pouquíssimas freqüências delas ", explica. Já a de 68 graus oeste não está em uso: foi registrada pelos países andinos, que já fizeram todo tipo de manobra (por exemplo o lançamento de um satélite sucateado e inoperante) para mantê-la sob seu poder. Se passar para os poderes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a posição provavelmente seria posta em leilão e arrematada por alguma empresa de telecomunicações. "Isso renderia um bom dinheiro à Anatel, já que há interesse do mundo todo", avalia Freitas. A Anatel não se pronunciou sobre a questão. Se for utilizada para a implementação do atrasado Sistema Geoestacionário Brasileiro (SGB), sua função no controle de tráfego aéreo também seria uma alternativa lucrativa. "Não existe sistema assim na América Latina, ele seria alugado para todos os países do continente", observa Freitas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.