Para comissão, caso Gilberto Carvalho requer reflexão

Chefe de gabinete de Lula é suspeito de utilizar o cargo em favor de ex-deputado petista, Luiz Greenhalgh

LEONENCIO NOSSA, Agencia Estado

25 de agosto de 2008 | 20h09

A Comissão de Ética Pública, vinculada à Presidência da República, preferiu nesta segunda-feira, 25, não tomar nenhuma decisão sobre a conduta do chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, que teve conversas por telefone com o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, que foi advogado do sócio-fundador do Grupo Opportunity, Daniel Dantas. "A comissão resolveu refletir mais sobre o assunto que envolve aspectos delicados", disse o presidente do órgão, Sepúlveda Pertence. Segundo ele, um desses aspectos é o vazamento do telefonema que foi grampeado pela Polícia Federal.Carvalho é suspeito de utilizar o cargo em favor de Greenhalgh. Pertence informou que, embora o caso esteja numa fase preliminar e ainda não foi aberto processo, a comissão já tem o esboço de um relatório sobre a postura do assessor. Em rápida entrevista, Sepúlveda informou que a comissão ainda não julgou se a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, cometeu desvio ético no caso de venda da VarigLog.Como três das sete vagas da Comissão de Ética Pública estão em aberto, ainda não há quórum para o julgamento do caso. Pertence ainda alegou motivo de foro íntimo para não participar do julgamento, que dependeria da opinião de quatro dos integrantes da comissão. Ele disse que, durante o processo de venda da Varig, foi consultado por um advogado que participava da operação.

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