Para CNBB, Crivella não está sendo um religioso ético

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o cardeal-arcebispo d. Geraldo Majella Agnelo criticou hoje o religioso não católico que se apresenta como "candidato da igreja" e pede votos aos fiéis. Perguntado se o candidato pelo PL à Prefeitura do Rio de Janeiro, senador Marcelo Crivella, bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, age corretamente ao pedir votos aos fiéis, o presidente da CNBB acha que como religioso ele não ?está sendo ético?. ?A instituição religiosa é uma comunhão de pessoas e não um partido político?, afirmou.A crítica a Crivella foi feita durante o lançamento em salvador da "Cartilha Política - Eleições Municipais 2004" para o Nordeste, da CNBB. O documento pede aos eleitores que votem em políticos "honestos, competentes, com a capacidade de intervir ativamente na administração pública e aberto à participação popular". Perguntado se ainda existia um político com essas característica no Brasil, d. Geraldo sorriu, mas entende que "há políticos bons e conscientes, embora exista também os que ´desafinem´".D. Geraldo admitiu que pouco vê a propaganda política, mas "ouviu falar" que ainda há muita mentira" falada pelos candidatos. "Queremos que os candidatos que se dizem católicos sejam coerentes no seu comportamento no Executivo e no Legislativo". Na cartilha, a CNBB assinala que do total de miseráveis do Brasil, 45% vivem no Nordeste e de cada 100 nordestinos, 39 sobrevivem na pobreza absoluta, citando a Bahia como "o 1o Estado da federação brasileira campeão do desemprego".

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