Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Para Ciro, ‘papel de Lula não é repartir a sociedade’

Pré-candidato do PDT à Presidência voltou a dizer que o ex-presidente não deveria disputar a eleição deste ano

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

21 Fevereiro 2018 | 05h00

O pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, voltou a dizer que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deveria disputar a eleição deste ano. Segundo Ciro, o papel do ex-presidente no contexto atual é unir o País e não dividi-lo.

“Seu papel não é mais de repartir a sociedade brasileira em ódios e rancores, por mais involuntariamente que ele faça, mas, do alto de sua autoridade moral, unir a sociedade brasileira”, disse Ciro, nesta terça-feira, 20, durante evento em comemoração aos 97 anos da Folha de S.Paulo

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Segundo Ciro – que foi ministro da Integração Nacional no governo Lula e deve herdar parte dos votos do petista caso o ex-presidente seja impedido de concorrer –, ao tentar com “chicanas e recursos” manter a candidatura mesmo tendo sido condenado em primeira e segunda instâncias, Lula deixa “reféns” os 180 milhões de brasileiros.

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Depois do evento, em entrevista coletiva, o pré-candidato disse que negocia alianças com o PCdoB e o PSB e criticou o PT. De acordo com Ciro, a “natureza do PT é afundar sozinho”, em uma referência à fábula do escorpião e do sapo.

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Ele chamou de “politiqueira” a intervenção federal no Rio e de “enojante” a pessoa do presidente Michel Temer, embora tenha feito uma ressalva. “O Temer é uma figura enojante. Porém, é um lutador. Fico zangado quando vejo o Temer esperneando e lutando e lembro que a Dilma deixou o País cair na mão dessa gente sem espernear e lutar.”

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