Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Para Ciro Nogueira, Progressistas ainda é o partido mais perto de filiar Bolsonaro para 2022

Após já ter negociado com nove partidos, chefe do Executivo ainda não fechou acordo com nenhum

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2021 | 15h32

BRASÍLIA - O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, ainda acredita na filiação do presidente da República Jair Bolsonaro ao seu partido, o Progressistas, para a disputa de 2022. “Hoje o partido mais perto do presidente se filiar eu 'ACHO' que é o Progressistas”, escreveu Ciro ao Broadcast Político em mensagem por aplicativo neste sábado, 25.

Após uma disputa por controle político e financeiro do partido, o chefe do Executivo saiu do PSL, sigla pela qual se elegeu, em novembro de 2019. Bolsonaro negociou sua filiação com pelo menos nove partidos, mas, até agora, não fechou com ninguém. Sem partido há 22 meses, ele precisa se filiar até abril do ano que vem, seis meses antes da eleição, caso pretenda disputar a reeleição ou qualquer outro cargo.

Em uma das últimas tentativas, o senador e filho '01' do presidente, Flávio Bolsonaro, se filiou ao Patriota para preparar o terreno da entrada do pai, mas o cenário no partido é de deflagração de uma guerra interna entre aqueles que são contra e a favor de atender as exigências de Bolsonaro, que passam por garantir influência na Executiva Nacional e obter o controle de diretórios estaduais.

Em entrevista divulgada nesta sexta-feira, 24, pela revista Veja, Bolsonaro disse que não irá fugir de estar no Progressistas, PL ou Republicanos. “Não vou fugir de estar com esses partidos, conversando com eles. O PTB ofereceu pra mim também”, disse à publicação.

O Progressistas é hoje uma das principais bases do governo Bolsonaro, além do ministro da Casa Civil, também são do partido o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, e o presidente da Câmara, Arthur Lira. Além disso, Bolsonaro já foi filiado por mais de dez anos à legenda. Apesar disso, alguns diretórios estaduais são resistentes à entrada de Bolsonaro e inclusive devem apoiar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022, o maior adversário da reeleição do atual presidente.

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