Para cientista político, Dilma terá começo de governo tranquilo

Segundo Sérgio Praça, petista terá, de início, 60% da Câmara a seu favor e dará para convencer mais 10%

Yolanda Foderlone, de O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2010 | 21h52

SÃO PAULO - A presidente eleita Dilma Rousseff terá um caminho mais tranquilo no começo do governo, segundo o cientista político Sérgio Praça. "Pelas estimativas, ela tem 60% da Câmara e dá para convencer mais 10%. Então, de início ela já terá 70% de aliados", disse em entrevista aos jornalistas Leandro Modé e Raquel Landim, na TV Estadão.

 

Sobre uma eventual reforma política, o cientista político diz que não vê clima para se discutir este ponto. "Na campanha, Dilma falou em convocar uma pequena constituinte, mas voltou atrás", disse. "A questão é quando a corrupção se torna proibitiva, um entrave para governar, para a economia do País, o que não me parece ser o caso".

 

Praça não acredita que a corrupção atualmente atrapalhe o desenvolvimento do País. "Não sabemos o quanto de corrupção existe."

 

Para Praça, não é possível saber nada de concreto sobre as ideias econômicas de Dilma. O cientista chama a atenção para o fato, porém, de o principal conselheiro de Dilma ser José Dirceu, que tem um pensamento mais desenvolvimentista, ou seja, de apoio ao papel do Estado no desenvolvimento.

 

 

Praça diz não acreditar num papel muito atuante do atual presidente Lula. "Demonstra fraqueza ela consultar Lula toda hora. Acredito que ele será conselheiro, mas não acho que tentará voltar à presidência em 2014."

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