Para Cid Gomes, soma Eduardo-Marina é negativa e candidatura de Aécio incerta

Recém-filiado ao PROS, governador do Ceará alfinetou aliança entre presidente do PSB e a ex-senadora

EDUARDO BRESCIANI, Agência Estado

06 de novembro de 2013 | 18h52

O governador do Ceará, Cid Gomes (PROS), afirmou nesta quarta-feira, 6, que a aliança entre seu ex-correligionário Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva é uma "soma negativa". Na visão de Gomes, que abandonou o PSB para apoiar a reeleição de Dilma Rousseff, a composição tem como vantagem para Campos facilitar a desistência de uma candidatura presidencial. O governador do Ceará afirmou ainda ter dúvidas sobre a disposição de Aécio Neves ser candidato pelo PSDB, o que poderia abrir a possibilidade de José Serra ser o nome tucano.

"A despeito de ser colocado como grande lance, jogada de mestre, a filiação da Marina no PSB, eu acho que isso foi uma decisão impensada de uma noite mal dormida numa madrugada.", provocou Cid. Para ele, "Marina não transfere o que tem para Eduardo e o Eduardo não transfere o que tem para a Marina", o que, para o governador, poderia ser bom para Campos "que vai ter uma saída honrosa para não ser candidato" alfinetou.

Sobre o PSDB, disse que as movimentações de José Serra sugerem que ele acredita que pode ser candidato porque Aécio Neves terá primeiro de resolver a situação de Minas Gerais. "Serra tem muito instinto, muito faro e está sentindo uma certa insegurança no Aécio, que a essa altura do campeonato está preocupado com Minas".

A fala de Cid foi feita no mesmo dia em que o líder do PROS na Câmara, Givaldo Carimbão (AL) afirmou que o partido foi convidado pela presidente Dilma para integrar a equipe ministerial. A definição dos cargos a serem ocupados pela sigla será em dezembro, quando a presidente deve realizar a reforma ministerial.

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