Para Chinaglia, Câmara manterá mínimo em R$ 260

O líder do PT na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (SP), reconheceu que a derrota do governo ontem, na votação da medida provisória do salário mínimo pelo Senado, cria "um pouco mais de dificuldade", mas ele não vê risco de a Câmara rejeitar a proposta do governo que fixa em R$ 260,00 o valor do mínimo. Segundo ele, a Câmara não deve reagir ao Senado. "Temos de fazer aquilo que julgamos correto", disse. "Votamos a primeira vez". O líder petista contou que, em conversa informal com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, este lhe disse que foi consultado pelas lideranças governistas do Senado que avaliaram o risco da derrota. "Foi o presidente que autorizou (a colocação da matéria em votação)", disse Chinaglia. "Tem que ter uma relação mais adequada possível com o Senado". Segundo o líder, Lula já assimilou a derrota e vai agora aguardar a decisão da Câmara. Ele disse ainda que a Câmara, ao aprovar pela primeira vez os R$ 260,00, trabalhou com a responsabilidade do limite orçamentário. Por isso, acredita ela vai agora rejeitar os R$ 275,00 aprovados ontem pelo Senado. Chinaglia acha que até poderá haver uma alteração do ponto de vista quantitativo, na votação da matéria pela Câmara, mas não vê risco de a MP não ser aprovada.Arlindo Chignalia disse também que um eventual veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao salário mínimo de R$ 275,00, não reduziria obrigatoriamente o valor para R$ 240,00. Embora reafirme sua crença que a Câmara resolverá o problema, restaurando o valor de R$ 260,00, ele afirmou que a consequência de um eventual veto, poderia ser corrigida com uma nova medida provisória.

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