Para César Maia, reformas vão produzir arrocho

O prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, criticou hoje, na convenção nacional do PFL, as propostas de reformas apresentadas pelo governo. "Vai-se produzir, em dois anos, o maior arrocho tributário e previdenciário da história do País", afirmou, acrescentando que esse não é um cálculo feito por ele, mas por especialistas como os da consultoria MCM. Por esses cálculos, se aprovado o pacote de reformas do governo, a carga tributária vai passar de 36% para 40% do PIB. Segundo Maia, não é possível um país com nível de renda baixo como o do Brasil suportar uma carta desse tamanho. O prefeito ponderou que a aprovação dessas reformas trará uma queda na qualidade de vida da população. "Temos de dizer ?não? em bloco a esse pacote", conclamou. "Temos que votar contra todo o pacote e avalizar apenas aquilo que tiver o viés das grandes reformas que o PFL defende", sustentou. Ele defendeu, também, uma posição contrária à cobrança de contribuição previdenciária dos servidores públicos inativos, afirmando que o objetivo dessa contribuição é apenas fazer caixa e vai atingir aposentados, viúvas e pessoas idosas. "Qual é a sustentabilidade dessa proposta?", questionou.

Agencia Estado,

08 de maio de 2003 | 13h02

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