Para Carvalho, governo não evita debate com trabalhador

O secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou que o governo "não se esconde" dos debates com os trabalhadores. "O governo sabe que é preciso o diálogo para construir o futuro", disse durante seu discurso na festa do Dia do Trabalhador, promovida pela CUT, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo.

CARLA ARAÚJO, Agência Estado

01 de maio de 2013 | 19h00

Representando a presidente Dilma Rousseff, Carvalho afirmou que o governo tem hoje um diálogo "maduro, sério, tenso e independente" com a classe trabalhadora. "A presidente Dilma está lutando como uma leoa para não deixar a que a inflação corrompa os salários", reafirmou Carvalho, que já tinha usado a expressão na festa promovida pela Força Sindical, pela manhã.

Destacando dados econômicos do governo, como taxa de desemprego baixa e os 86% de categorias com reajustes acima da inflação, Carvalho disse que são números que refletem uma política de dez anos. "É resultado de uma política voltada para o trabalhador."

O ministro do trabalho, Manoel Dias, que também discursou no evento, mencionou a questão do emprego pleno e lembrou que o governo ''tirou milhares de brasileiros da miséria.''

Haddad

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), reafirmou durante seu discurso a decisão da Prefeitura de aumentar o piso salarial do nível básico para o servidor municipal em 79%. "Foi um acordo selado com mais de 30 sindicatos", disse, depois de chamar ao palco o secretário municipal de promoção da Igualdade Racial, Netinho de Paula (PCdoB). "É um cidadão importante à frente de uma secretaria nova, para garantir as mesmas oportunidades para todos", afirmou o prefeito.

Mais cedo, antes de fazer o seu discurso, Haddad comentou as criticas feitas pelo senador Aécio Neves na festa da Força Sindical, que também aconteceu nesta quarta-feira, em São Paulo. "Acho um discurso contraditório, pois os nossos indicadores são melhores do que os deles". O prefeito de São Paulo disse ainda que "campanha tem que ser feita no horário eleitoral."

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